Todos os artigos de Diego Bernal

Diego Bernal nasceu em Lugo em 1982. Licenciado em filologia galega pola Universidade da Corunha iniciou a sua carreira dando aulas de galego na EOI Jesus Maestro de Madrid, foi leitor da Junta da Galiza na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professor de espanhol no ISEG da Universidade de Lisboa e professor de português nas EOI de Plasencia e de Montijo, na Estremadura. Atualmente mora no Brasil onde trabalha como professor na Universidade Federal de Viçosa.
  • Meu amigo sino-galego

      Sempre que a vida mo permite gosto de passar os meses de verão na aprazível Maianca, no concelho de Oleiros. Maianca é freguesia de Mera, vila marinheira da antiga comarca das Marinhas. Tem Mera, perto da orla da praia, um bar de nome Naipai. Durante muitos anos Naipai era para mim um enigmático vocábulo […]

  • ‘A história das línguas: Uma introdução’, de Tore Janson

    Diego Bernal resenha a edição brasileira da ‘História das Línguas’ de Tore Janson, que proximamente será editada pela Através Editora na Galiza.

  • Aburinho! Oi! Saudaçons e despedidas portugalegas

    Na minha adolescência, na cidade da Corunha, era usual as pessoas se despedirem com um abur ou aburinho! A proximidade de abur com agur –em eusquera, adeus- levou a classificar esta juvenil gíria corunhesa de basquismo no galego. A origem da influência estaria na emigraçom galaica que, na segunda metade do século XX, se estabeleceu […]

  • O segredo brasileiro da Marola

    No nordeste do Brasil, no estado de Pernambuco, há umha ilha chamada Itamaracá conhecida polas suas lindas praias e por abrigar o forte Orange, construído durante o domínio holandês da regiom. Apesar da colonizaçom portuguesa e holandesa, Itamaracá conserva o nome que os povos originários dêrom a este pedaço de mundo. Itamaracá é topónimo de […]

  • Serve-serve de língua brasileira

    No Brasil o povo gosta de jantar em restaurantes onde cada pessoa pega no seu prato e se serve à vontade para depois o pesar numha balança que fixa o preço da refeiçom. Este tipo de estabelecimento tam enxebre costuma ser, paradoxalmente, denominado com a voz inglesa self-service embora o substantivo serve-serve substituísse por algum […]

  • 15 palavras brasileiras que atrapalham galegos e portugueses

    1.-Bala Rio de Janeiro tem fama de cidade perigosa. Devo dizer que foi lá onde por primeira vez me oferecêrom umha bala. Nom foi um narcotraficante de Cidade de Deus, nem um polícia do BOPE, senom umha amável velhinha que com voz cándida repetia, -tem certeza que você não quer umha bala? Eu, medonho e […]

  • A nossa língua da cabeça aos pés

    Pé do latim pedem significa, nos diferentes padrons de galego-português, as extremidades inferiores das pernas dos seres humanos. Um bom exemplo visual é o pé gigante do Abaporu da pintora modernista Tarsila do Amaral, o quadro mais representativo da pintura brasileira. No entanto, as línguas mudam com o passar do tempo e no português brasileiro […]

  • A incrível história secreta da língua portuguesa

    À partida, certos assuntos parecem nom render boa literatura. Com certeza, temas filológicos, gramaticais ou lingüísticos estariam entre eles. Porém, o português Marco Neves acaba de demonstrar o contrário com a publicaçom do original romance A incrível história secreta da língua portuguesa. O autor é professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa […]

  • O mundo é um moinho. 10 palavras rurais galegas emigradas às metrópoles brasileiras

    Foi Cartola, operário carioca e um dos maiores sambistas da história, quem comparou o mundo com um moinho: “Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho, vai reduzir as ilusões a pó” advertia com toda a dureza e sinceridade de quem cresceu e morreu pobre. O moinho, devido à sua importáncia na sociedade agrária, ocupou até há […]

  • Castelhano e galego, mesma lógica?

            O espanhol ou castelhano, umha das línguas mais faladas do planeta, é língua oficial em vários países.   Umha língua oficial em vários países nom pode ser uniforme, como nom o som outras línguas planetárias como o francês ou o inglês.   Quer dizer, ao igual que acontece com outros idiomas […]