Todos os artigos de Isabel Rei Samartim

Mulher, música guitarrista, galega. Pensa que a amizade é uma das cousas mais importantes da vida. Aprendeu a sobreviver sem o imprescindível. Aguarda, sem muita esperança, o retorno do amor. Entanto isso não acontece, toca e escrevinha sob a chuva compostelana.
  • A realidade invisível

    Um posti (post-it) a dizer “Solo está permitida la ortografía oficial” preside desde há trinta anos o écrã dum computador num dos últimos gabinetes do mais remoto corredor das instalações administrativas da Xunta de Galicia. Os habitantes da caverna nunca se interrogaram se essa ordem corresponde a alguma lei ou se é capricho dalgum alto […]

  • Quarteto UFG: Goiás em Compostela

    Com os primeiros frios do outono, perturbados pela mudança climática, chegou o verão a Compostela em forma de música brasileira. Vindo de Goiás, recebemos no Conservatório o excelente Quarteto UFG (Universidade Federal de Goiás) que em dia 8 de novembro de 2017 nos honrou com um concerto maravilhoso de música brasileira, portuguesa e galega. Como […]

  • Millenials (Conversas milenares)

    Era uma vez um esquio e uma giesta a falarem longamente num cantinho do bosque. Na verdade, nenhum deles lembrava desde quando é que estavam lá na conversa. O esquio era de Bembibre e a giesta, como nunca saíra de Taveirós, estava ali mesmo ao pé da sua casa. Falavam, e falavam. Mas, e o […]

  • A síndrome da Transição

    Resposta à professora da UDC María Pilar García Negro, que me interpelou. A interpelação direta em artigos de opinião, ainda que pode servir para louvar as qualidades de alguém, é um recurso normalmente empregado para criticar, contestar e mesmo acusar dalguma cousa a pessoa nomeada. Eu tenho a estranha honra de ter conseguido a interpelação […]

  • Portuguesismo e autocolonização

      Resposta ao artigo de A. López Carreira En defensa de Galicia publicado no jornal Sermos Galiza em 23 de junho de 2017.   “A verdade é sempre revolucionária” é uma ideia tomada por Gramsci do nobel de literatura em 1915, o francês Romain Rolland, retomada depois por múltiplas autoras. Se os galegos fôssemos franceses, […]

  • No Parlamento, todas lusistas

        Ontem, 15 de junho, fazíamos trinta e quatro (34) anos da conhecida Lei de Normalización Lingüística aprovada em 1983 durante o governo do recentemente condecorado Fernández Albor (Alianza Popular, hoje Partido Popular). Mas ontem também acontecia que o atual governo do PP tinha de dar explicações na Comissão de Cultura do Parlamento Galego […]

  • Mary e Lizzy Burns

    Ao professor e politólogo Xavier Vilhar Trilho, autor de A remodelação ‘federal-confederal’ do Reino da Espanha (Laiovento, 2001).   É bem certo que nas circunstâncias atuais uma pessoa pode experimentar fortes vontades de dar-se à água da vida, como chamam ao uísque na Irlanda. E não só pela excelência da aguardente, mas também e sobretudo […]

  • Reflexões após mais um 25N

    “Si me matan, sacaré los brazos de la tumba y seré más fuerte” Minerva Mirabal, rebelde dominicana É esta a frase duma mulher maltratada, duma mulher violada, duma mulher assassinada? A pessoa que a proferiu demonstra ter medo ao seu verdugo? Dá a sensação de precisar da ajuda do 016? Se a tua resposta a […]

  • Tarde piache!

    Descansando das fadigas bélicas rondava o curral duma boa casa um faminto soldado galego. Não por fazer mal, mas por apagar um pouco as ciladas da fome, raposeou-lhe um ovo chocado a uma coitada galinha. Já ía o ovo garganta abaixo quando sentiu lhe sair das entranhas o piar do pintinho. Tarde piache! pensou para […]

  • ­Centenários do presente

      Ninguém mais que nós tem culpa do que nos passa; ninguém mais que o nosso trabalho nos há de salvar. E se não dizei-me: A quem botamos a culpa do abandono impiedoso em que deixamos o idioma? Que gigante no-lo tem encantado?… Pois o mesmo nos sucede com tudo. Luís Porteiro Garea, 1916   […]