Todos os artigos de Carlos C. Varela

  • Ernestos Guerra da Cal

    Se o escritor e estudoso que foi Guerra Da Cal nom som como para a Galiza poder prescindir deles olimpicamente, o homem Guerra Da Cal, a personagem Guerra Da Cal, nenhuma cultura digna a teria deixado perder-se graciosamente. João Guisan Seixas   O neno que em Quiroga aprende de Maria “A Garabulha” as canções populares […]

  • Poesia para um imaginário pós-capitalista

    Há já uma pequena literatura futurista espanhola sobre o peak oil… Porém, nos poemas do Meixide há uma volta à certeza da Terra, o regresso triunfal do mundo –duro mas honesto- das avôs, a salvação do que John Berger considera “a maior catástrofe cultural do século XX”: a perda da cultura camponesa.

  • O 25 de Abril além dos capitães. Autonomia e autogestão

    José Hipólito Santos, veterano ativista do movimento cooperativista e já conhecido entre nós polo seu anterior livro sobre o LUAR, vem de pôr luz sobre a cara mais anónima do 25 de Abril, essa que nem reivindicam nem formalizam como História os partidos de esquerda. Sem mestres, nem chefes, o povo tomou a rua. Luta dos moradores no pós 25 de Abril…

  • Arqueologia do «puta Espanha!»

    Se investigássemos as pintadas do independentismo ‘espontâneo’ na Galiza, mui probavelmente concluiríamos que “Puta Espanha!” foi a legenda mais popular.

  • A República da Berxa

    Nos domingos da década de 90 poucas cousas havia melhores, para um rapaz da comarca de Ordes, que ir com a família cear umas truitas à Berxa; o trator do tio Jesus, os contos divertidíssimos de Maria ou a foto de Bebeto no mostrador do bar, faziam dela um lugar mágico.

  • Teresa Moure e os corpos críticos

    O coletivo Tiqqun ataca a teoria “entendida como única forma de escritura que não implica uma prática. Daí o notável dinamismo de uma teoria que pode dizê-lo tudo sem que disso possam extrair-se jamais, afinal, consequências; consequências para o corpo, é claro”. Com certeza este não é o caso de Politicamente incorreta. Ensaios para um tempo de pressas, onde Teresa Moure investiga uns outros espaços para a transformação social, privilegiando sempre o corpo: criança, alimentação, cuidados… De forma que não é um livro que se possa ler sem temer consequências práticas.

  • Memória reintegracionista

    Os coletivos humanos, das famílias às nações, precisam de suportes em que se encarnam, espaços onde sedimentar as memórias para saber donde vêm e aonde vão. Em Breve História do Reintegracionismo, Tiago Peres Gonçalves não só reconstrói com minúcia historiográfica a nossa árvore genealógica, senão que também nos dá o calor dum álbum familiar.

  • Reintegracionismo de rua

    Quês e porquês do reintegracionismo é um ameno breviário da estratégia reintegracionista para a recuperaçom da língua galega, à vez que um percurso polo movimiento social que esta gerou desde os anos ’80.

  • Narrativas coloniais, línguas e silveiras

    Assim como Edward W. Said fala dum “orientalismo” como relação de poder em que se constrói a imagen de “Oriente” e os “orientais”, também há um galleguismo, um discurso que se elabora sobre um objeto – Galiza e a sua gente – ao qual nunca se permite surgir como sujeito que se apresente a si mesmo.

  • Um embaixador na Galiza tropical: Xosé Lois García

    Luanda, Novembro de 1997. Um chantadino toma a palavra na Assembleia Nacional Popular. É um dos ponentes do I Congresso da Literatura Angolana.