Todos os artigos de Carlos C. Varela

Carlos Calvo Varela (Ordes, 1988) colaborou e colabora com diveros meios de comunicaçom, entre os quais Novas da Galiza, Praza Pública e o Portal Galego da Língua. Estudante de Antropologia e investigador, tem publicado numerosos artigos em portais web, revistas e livros, além de realizar um reconhecido labor como dinamizador social e cultural em coletivos de Compostela e Ordes.
  • Filhos de Saturno

    Mapa de Sadornim, em Bascoi (Messia) Sadornim, aldeia da paróquia de Bascoi, debe o seu nome a umha antiga *(villa) Saturnini ou villa de Saturninus, antropónimo que possivelmente seja um diminutivo de Saturnus ou Saturno, deus ao que os romanos dedicavam o último dia da semana, o Saturni dies, cousa que alporiça a Martinho de […]

  • Os Jogos Galaicos

    O topónimo Cornide, que dá nome a umha dúzia de povoaçons da Galiza e Portugal, também se encontra na freguesia de Numide nomeando um Monte Cornide, situado mui significativamente perto do Castro de Gorgulhos e das Pedrinhas. Partindo do dicionário de Carré Alvarellos, Corominas e outros etimologistas baralharam a possibilidade de explicar Cornide por um *cornuetum, […]

  • DUARTE

    Numha carta da correspondência privada de Emma Goldman, veterana anarquista confessava-lhe a um companheiro: “Muitas vezes penso que nós, os revolucionários, somos como o sistema capitalista. Tiramos dos homens o melhor que tenhem, e depois ficamos tam tranquilos vendo como rematam os seus dias no abandono e a soidade”. A notícia da morte do Duarte […]

  • Toponímia gatuna

    Mapa de Traço, onde hai o lugar Rego de Gatos Há na freguesia de Traço um lugar chamado Rego de Gatos, que deveu recolher o nome de um verdadeiro rego homónimo. Aliás, entre a toponímia menor ordense acham-se uns terrenos chamados as Gatinheiras, em Tordóia, e a Gatinheira, um em Buscás e outro na Vilouchada, […]

  • O retorno da zebra

    Quando os colonialistas portugueses toparom com uns fabulosos équidos em África, animais de cores inverosímeis, apenas atinárom em chamar-lhes zebras, comparando-os com os onagros ou asnos selvagens que conheciam na sua terra natal. Extinto na Península Ibérica por volta do século XVI, do zebro permanece o recordo, como fóssil toponómico, em dous pontos da comarca […]

  • As aldeias das leitoras (II): A Pontraga

    A companheira Cristina Amor Faya, por sua parte, pergunta polos topónimos de Darefe, aldeia da freguesia de Ordes, e polo da Pontraga, esta na de Parada, ainda que veu denominando um espaço mais amplo. Quanto ao topónimo da primeira, é um desses para os quais ainda nom encontramos explicaçom satisfatória, polo que haverá que continuar […]

  • As aldeias das leitoras (I): O Seixo

    Com os primeiros artigos do blogue fôrom chegando também mensagens de leitoras que perguntam polas suas aldeias, assim que intentaremos ir dando resposta conforme podamos e saibamos, pois a restriçom às comunicaçons dos presos políticos no Estado espanhol é a que é. Esta é a primeira: A seareira deportivista Pilar Bermúdez Antelo, filha dum homem […]

  • Esplendores antigos

    Aldeia de Folgoso, em Pereira (Ordes) O pequeno lugar de Folgoso, na freguesia de Pereira, deu nome a toda umha extensa jurisdiçom durante o Antigo Regime, que abrangia as freguesias de Barbeiros, Beám, Cardama, Deixebre, Frades, Galegos, Gândara, Lesta, Marçoa, Messos, Moar, Montaos, Ordes, Oroso, Papucim, Parada, Pereira, Senra, Vila Maior e Vila Romariz, todas […]

  • Um eco do prestígio carolíngio

    Num documento do ano 1404, o abade do mosteiro de Soandres apresenta perante os alcaldes do couto umha carta-ordem de Fernám Gomes, “alcallde de noso señor el Rey en a súa corte e seu allcalde mayor en o regno de Galiza”, para que se cumpram as disposiçons reais referidas às herdades que lhe foram usurpadas […]

  • Amores ei

      Para o exíguo grupo de vilegos que podia compor a começos do século XX umha sorte de burguesia ordense, Parada parece ser que serviu de zona de retiro estival. Juntam-se nesta paróquia três topónimos em que ressoam com força os tópicos amorosos da lírica medieval, conformando um peculiar locus amoenus: O Pinar da Torre, […]