Todos os artigos de Carlos C. Varela

Carlos Calvo Varela (Ordes, 1988) colaborou e colabora com diveros meios de comunicaçom, entre os quais Novas da Galiza, Praza Pública e o Portal Galego da Língua. Estudante de Antropologia e investigador, tem publicado numerosos artigos em portais web, revistas e livros, além de realizar um reconhecido labor como dinamizador social e cultural em coletivos de Compostela e Ordes.
  • Carlos Sixirei Paredes: “Tinhamos na Universidade mais conhecimento do Brasil no tardofranquismo que agora”

    Carlos Calvo entrevista Carlos Sixirei Paredes, profundo conhecedor da história do Brasil, que vem de dar ao prelo o livro Un modo de ver las cosas: ‘La imagen periodística del Brasil de Lula através del diario El País’ (Vigo, ir indo 2017), com este motivo conversa com ele para o PGL.

  • Na taberna de Facal

    Nos primeiros anos de andaina do Parlamento Galego uma estranha (e da qual desconheço os motivos) abstenção do BNG perante uma moção polo reconhecimento do direito da Galiza à autodeterminação, permitiu a Fraga fazer aquela piada fácil e paternalista de que, na nossa Terra, tal reivindicação “só a pedem Camilo Nogueira e o seu cunhado”. […]

  • ‘Code-switching’ carcerário

    Na última vez que me viu a dentista pudem cruzar toda a prisão: do módulo de isolamento (a “prisão de prisão” nesta matrioska penitenciária) à enfermaria. Como os presos isolados considerados especialmente perigosos, não podemos ir sem vigilância a lado nenhum, acompanhou-me um guarda. No caminho cruzamo-nos duas vezes, à ida e à volta, com […]

  • Manuel Paços Gomes : “Tudo começou no instituto de Ordes com um professorado mui combatente com a língua e com a escrita, que utilizava a normativa reintegracionista”

    Nos vinte anos do Obradoiro da história de Ordes, Carlos Calvo entrevista Manuel Paços Gomes, um dos seus fundadores e investigador da memória desde 1996

  • O galeguismo segundo Edward W. Said

    O “galeguismo” entendido como um orientalismo, e que provisionalmente se poderia definir como o conjunto de estratégias narrativas que umas elites letradas, foráneas ou galegas, mobilizam para representar “o povo galego” atendendo a diferentes intenções políticas, criando estereótipos que rematam (auto)identificando o país.

  • Ernestos Guerra da Cal

    Se o escritor e estudoso que foi Guerra Da Cal nom som como para a Galiza poder prescindir deles olimpicamente, o homem Guerra Da Cal, a personagem Guerra Da Cal, nenhuma cultura digna a teria deixado perder-se graciosamente. João Guisan Seixas   O neno que em Quiroga aprende de Maria “A Garabulha” as canções populares […]

  • Poesia para um imaginário pós-capitalista

    Há já uma pequena literatura futurista espanhola sobre o peak oil… Porém, nos poemas do Meixide há uma volta à certeza da Terra, o regresso triunfal do mundo –duro mas honesto- das avôs, a salvação do que John Berger considera “a maior catástrofe cultural do século XX”: a perda da cultura camponesa.

  • O 25 de Abril além dos capitães. Autonomia e autogestão

    José Hipólito Santos, veterano ativista do movimento cooperativista e já conhecido entre nós polo seu anterior livro sobre o LUAR, vem de pôr luz sobre a cara mais anónima do 25 de Abril, essa que nem reivindicam nem formalizam como História os partidos de esquerda. Sem mestres, nem chefes, o povo tomou a rua. Luta dos moradores no pós 25 de Abril…

  • Arqueologia do «puta Espanha!»

    Se investigássemos as pintadas do independentismo ‘espontâneo’ na Galiza, mui probavelmente concluiríamos que “Puta Espanha!” foi a legenda mais popular.

  • A República da Berxa

    Nos domingos da década de 90 poucas cousas havia melhores, para um rapaz da comarca de Ordes, que ir com a família cear umas truitas à Berxa; o trator do tio Jesus, os contos divertidíssimos de Maria ou a foto de Bebeto no mostrador do bar, faziam dela um lugar mágico.