É umha das conclusões do seu sexto congresso

Associaçom de Escritoras e Escritores em Língua Galega rejeita discriminaçom a reintegracionistas

A AELG fai também um chamamento a aproveitar a oportunidade da Lusofonia



A Associaçom de Escritoras e Escritores em Língua Galega (AELG) aprovou entre as conclusões do seu sexto congresso a «necessária a tolerância ortográfica, sem discriminaçons da lusografia e com maior democracia na convocatória de prémios». Esta conclusom era umha reivindicaçom de há tempo por parte de vários membros da AELG e que trai à tona a discriminaçom sofrida o ano passado polo escritor Vítor Vaqueiro, detonante da campanha Galego em Liberdade, promovida pola AGAL, que reuniu mais de meio milhar de assinaturas contra estas atitudes.

Da AELG argumentam o seu posicionamento em que a discriminaçom ortográfica está a impedir «a difusom de umha parte já importante da nossa literatura». Isto mesmo motivou também em novembro de 2014 que o júri do prestigioso certame Pérez Parallé anunciasse que «recusa a censura normativa» e afirmasse que no caso dos prémios literários deve prevalecer «a qualidade artística das propostas».

A Lusofonia como oportunidade

A Lusofonia foi, precisamente, uma das grandes protagonistas do dito congresso, o qual incluiu um seminário intitulado «Lusofonia como renovada oportunidade», dirigido polo professor e escritor Carlos Quiroga, membro da AELG.

O referido seminário foi umha «sessom otimista que valorizou como muito importante facilitar a aproximaçom das culturas lusófonas a partir de umha focagem genuinamente galega que permita evidenciar essa renovada oportunidade». Especificamente menciona-se aqui o âmbito audiovisual através da receçom das televisões e rádios portuguesas, previsom que é recolhida na vigente Lei Paz-Andrade.

ProgramaVICongresoAELG2015

Visom de Xavier Alcalá

Num artigo publicado ontem em La Voz de Galicia, o escritor Xavier Alcalá valorizava positivamente a rejeiçom da AELG à discriminaçom das pessoas reintegracionistas. Segundo Alcalá, do grupo de escritores encargados deste apeto do congresso sugriu o conceito «democracia ortográfica». «Num sistema democrático, como se pode rejeitar umha obra por nom estra escrita na grafia ‘oficial’?», perguntava-se o autor. Na sua opiniom, isto nom pode continuar assim, porque se «couta a liberdade de criaçom».

Além disto, «a AELG acolherá textos em qualquer grafia no seu espaço web» e procurará levar a reivindicaçom da liberdade gráfica «a todos os estamentos», assinala. Alcalá valoriza o posicionamento público da AELG porque atualmente é, «com muita diferença, o maior coletivo de pessoas preocupadas pola forma gráfica da língua».


PUBLICIDADE

  • Ernesto V. Souza

    XD XD XD XD XD… e claro, quem tem cu tem medo… não vá ser que agora o reintegracionismo os rejeite a eles… XD XD XD XD XD

  • ranhadoiro

    Bom

  • http://www.isabelrei.com Isabel Rei Samartim

    Boa notícia.

    • McKillo

      Ferrol
      youtube . com/watch?v=3ZayGR8OWvI

    • Argonauta

      Deberíamos desmantelar el Estado y contratar a cinco tertulianos o, a una lunática del campo de estrellas, saben de todo

  • Ângelo Cristóvão

    Muito positivo. Um passo certo no caminho da normalidade.

    • Ernesto V. Souza

      achas?

    • Mário J. Herrero Valeiro

      Pois não, e não, e não.

  • Celso Alvarez Cáccamo

    A hipocrisia não tem limites. Contém a declaração da AELG uma autocrítica à própria conduta do estamento literário durante décadas? São só as editoras e as entidades convocantes de prémios em “norma oficial” as que discriminam? E — como diz o Carlos Quiroga — o esquecimento de uma parte da nossa literatura é só de reintegracionistas atuais, isto é, essa política de prémios só perjudica Vítor Vaqueiro? 😉 . A resposta é não, não, e mais não. O campo literário dominante, durante décadas, e muito conscientemente, decidiu excluir, assim de fácil, nas aras duma visão totalizadora, essencialista e redentora da Língua, que era sua. E agora que quase não há língua, jogo descoberto. Essa intelectualidade (bom, literaturidade 😉 ) representa a máxima expressão do fracasso duma elite nacional em cumprir o seu papel, num período histórico crucial e irrepetível. E, numa atitude profundamente tradicional e masculina, de bons amigotes e alguma amigota (o “good old boys club”), é incapaz de assumir a sua responsabilidade e admitir que estavam [email protected], que a sua tácita excludente foi má até “para Galicia”, já nem para elxs mesmxs.

    Não, não é suficiente. Nos prémios literários, tinham que ter dito que elxs não se apresentariam a certames que excluíssem companheirxs por mor da norma. Tinham que ter rejeitado estar em júris com essas bases. Tinham que ter dito aos seus amigos editores que não publicariam com eles se continuavam a excluir cultura galega. Nos comités das revistas onde estão, tinham que ter dito que se retiravam se a revista continuava a pedir um B.I. de Portugal para publicar em português. Nas universidades, tinham que ter dito que tanto vale um artigo em -çom como em -ción e em -ção. Nas associações, tinham que ter rejeitado optar a subsídios públicos que só aceitassem projetos culturais ou publicações em “norma oficial”. Tinham que ter rejeitado participar em volumes coletivos onde só se pudesse escrever como elxs. Etc. etc. etc. Enfim, tinham que ter feito Língua e país, por utilizar um tópico, não medíocre pseudomessianismo. E agora deveriam fazer autocrítica e reconhecer a sua responsabilidade.

    Em lugar disso, ainda falam de “tolerância” ortográfica, que não tem nada a ver com o respeito.

    • Ernesto V. Souza

      Exatamente.

    • Mário J. Herrero Valeiro

      Pois sim, e sim, e sim, e sim… Deixa-me utilizar este texto no meu Facebook, citando procedência, por favor! E que se metam a sua tolerância por onde lhes entrar. Precisam apenas de um pequeno buraco. Saúde.

      • Ernesto V. Souza

        Reitegra-Cinismo… 😉

      • Celso Alvarez Cáccamo

        Claro, ó, usa os meus palavros como quiseres, o citar não tem cancelas 😉 .

        Abraço!

  • Gerardo U.

    É evidente que este chamamento da AELG chega tarde e que resulta insuficiente, nas nem menos tarde nem mais insuficiente do que outras cousas. Que uma organização que forma parte das pedras basilares da cultura ‘oficial’ galega dê um passo destas caraterísticas, por imperfeito que seja é um passo enorme, um passo que cinco anos atrás nem nos passaria pola cabeça que se pudesse dar (e não será porque ninguém o pedira).

    Igual que alguns aplaudimos a decisão do júri do Pérez Parallé (resenhada nesta notícia), agora aplaudo esta decisão da AELG. Não aplaudo com força, movimentos arrítmicos descontrolados e um rosto de expressão jubilosa; aplaudo com rosto sério, só um esboço de sorriso e com muita contenção, quase protocolar. Mas não deixa de ser um aplauso.

    • Ernesto V. Souza

      Bom… eu com estes, com a Mesa, com as editoras… tenho intenção de ter a mesma política que os judeus com os antigos nazistas e colaboracionistas… talvez é melhor não me sacar nunca fora do campo de concentração…

    • Celso Alvarez Cáccamo

      Eu faço outra análise menos generosa, meu. Ainda tenho que escutar alguém dizer, por exemplo, com cordialidade, “Caralho, na verdade, que quantidade de cabronadas vos fixemos! Pfff!”. Ou “Estávamos enganados”, ou “Que grande erro”. No campo político, houvo gente capaz de retificar dessa maneira. Anos depois decatou-se, por examplo, de que a “Transición” fora um enorme engano. O mesmo se pede, sem maior trascendência, a respeito da língua, nem se trata de fazer tribunais de Justiça Retributiva.

      Mas parece-me impossível, na verdade. Uns/mas e outrxs jogamos em campos diferentes com bolas diferentes. Tanto me têm as pequenas palavras que são destinadas a cooptar pequenos setores. Talvez fiquem bem para a galeria (a insignificante galeria que ainda se preocupa por estas questões), mas não restauram as divisões. Não me soam genuínas.

      • Ernesto V. Souza

        a cousa é o jogo, é… e há gente que por mui reintegracionista que seja ou que no futuro venha ser não imos jogar juntos…

  • Alfredo Ferreiro

    [email protected]: Vou-me permitir aclara alguns conceitos úteis para compreenderes a declaração da AELG, e assim quiça percebereis melhor a situação. Em primeiro, esta declaração da AELG não é uma ação de política cultural defendida pola Associação, senão o fruto de um reduzido grupo de trabalho que quis tratar o assunto das potencialidades da lusofonia. Assim, nesse reduzido grupo de reflexão nos encontrámos um grupo de reintegracionistas que visavam tirar conclusões proveitosas para o presente e o futuro imediato, algumas pessoas interessadas em falar do erro de ter adotado a normativa institucional RAG-ILG e mesmo alguma que gostava de construir rijas fronteiras no Minho.
    Em segundo, eu mesmo fui quem falou de promover socialmente a ideia da “tolerância gráfica” que o Alcalá versionou oportunamente a “democracia gráfica” no seu artigo. O Carlos Quiroga, que coordenava a sessão, partilhou e alimentou a reflexão sobre outras necessidades posteriores como a vontade de transcender a norma gráfica e darmos a importância devida aos referentes culturais gerais, no sentido de reconhecer a necessidade de experimentar no país os meios portugueses à vontade e assumirmos a tradição literária como própria, na linha do Jenaro Marinhas e tantos.
    Em fin, devo lembrar que a AELG não começará agora a demonstrar tolerância gráfica, uma vez que a norma escrita nunca foi um dado para desvalorizar ninguém. Neste sentido, eu propus na reunião que o grupo de trabalho pedisse à Associação uma clara visibilização dos escritores lusógrafos que a integram. Porque tenho para mim que estamos num momento de transição em que muitas cousas devem ser trazidas para a cima da mesa, e aquilo que não resistir as mudanças que o momento exige pode se tornar ineficaz e portanto ser abandonado.
    Portanto, companheiros, não há uma AELG a tentar dar-vos lições de tolerância nem com vontade de descobrir as Américas da língua, mas um pequeno grupo heterogéneo em que se encontram, no mínimo, vários companheiros de luita.

    • Ernesto V. Souza

      É bom saber, obrigado.

    • Celso Alvarez Cáccamo

      Alfredo, (1) Dizes:

      “Em fin, devo lembrar que a AELG não começará agora por primeira vez a demonstrar tolerância gráfica, uma vez que no seu seio a norma escrita
      nunca foi um dado para desvalorizar ninguém.”

      Não. A AELG nasceu dentro do sistema cultural espanhol e faz parte dele: leia-se (e comprove-se repetidamente) a sua “filosofia Galeusca”: http://www.aelg.gal/galeusca . A fronteira entre letras sempre estivo clara para a AELG, e o argumento repetido eram as constrições sobre as literaturas “periféricas” do estado espanhol. Portanto, quem defendeu que a língua galega é língua portuguesa e a escreveu como tal, estivo e está, sempre, “desvalorizado” no seio da AELG. E as práticas de campo da AELG revelaram sempre esta política.

      (2) Em segundo lugar, desculpa que reitere a crítica à inadequada (ou não!) expressão “tolerância gráfica”. Só se “tolera” alguém ou algo sobre o qual se tem poder. Algo muito diferente (quase contrário) é o respeito.

      Saúde.

      • Alfredo Ferreiro

        Que tudo à nossa volta é uma espanholeirada isso já sabíamos: a escola à que fomos, a universidade de que fazes parte, os meios de comunicação, a Guarda Civil de Tráfico, os títulos que ganhamos ou o exército que conseguimos evitar, e não por isso deixamos de tolerar toda essa invasão referencial espanholeira, há que viver mesmo com a nossa espanholidade, mas isso não quer dizer que tudo, absolutamente tudo à nossa volta seja igual. Desconheço as tuas experiências com a AELG, mas quando me oferecêrom integrar-me nela a fins de 90 eu só escrevia em português; nunca vi no seu seio gesto algum de discriminação por razão de normativa, podes acreditar. Ora bem, a AELG é filha do seu tempo e das suas eleições.
        Elixiu, por exemplo, exprimir-se num galego caracterizado polo alfabeto espanhol aquando da vontade maioritária de apostar por uma “normalidade institucional” a finais de 90, o que comportou referencialmente esquecer a origem certa da língua e as teorias mais rigorosas da linguística românica (além de perpetuar a anormalidade mais absoluta); entendo que foi uma eleição sociopolítica que deixou a ciência linguística na berma, e agora mesmo resulta que, se calhar, a gente deverá reconhecer algum dia
        que não valia a pena. Reconhecer ou calar a boca para sempre. Quanto a Galeusca, é evidentemente um acordo de ajuda mútua no âmbito espanhol, isso não deve ser um pecado mas uma realidade percebida clara, e se leres o Manifesto de Poblet que lhe dá origem verás que a luita está mesmo em que se reconheçam como escritores galegos, catalães e éuscaros os que se exprimem nessas línguas e não os que o fazem em espanhol. Assim de pobres eram as cousas ainda em 2008, uma autêntica guerra de trincheira, apesar de que podamos pensar que esses problemas fôrom superados por nós individualmente há muito tempo. Que inteligência a nossa!

        Aliás, eu já sabia que o conceito de “tolerância” não ia ser
        agradável para [email protected], e que a direita e a esquerda podiam sentir-se questionadas as atitudes. Tolerar significa mais cousas do que essas, Celso, e uma das principais é sermos capazes de conviver com o diferente, sem necessidade de perceber que por pensar de modo diverso nos estão definitivamente negando discursiva ou integralmente. A
        AELG elixiu na altura (e continua cada ano) por maioria uma política que se considerou viábel, não uma estratégia que pretenda molestar nem acabar com a nossa língua. Se atuamos constantemente como se as opinões divergentes tivessem nascido para amargurar-nos devemos é questionar-nos se goçamos com os ambientes conflituosos e se os estamos a alimentar dia após dia a causa de alguma inércia pessoal ou coletiva incontrolada. Eu percebo essa negatividade em muita gente, caro, mas podo estar errado e não pretendo ser irrespeitoso, acredita. Se calhar é fruto de um estado de luita teóricoprática permanente, não sei.

        Chegados aqui, e lembrando outras discussões destes dias com outros amigos, devo acrescentar que não advogo polo “riquinhismo”. Não digo isso, mas ver inimigos por toda a parte em lugar de erros, ignorância e projetos melhoráveis, não me parece saudável nem individual nem coletivamente.

        • Celso Alvarez Cáccamo

          Caro, “tolerar” no Estraviz:

          (1) Suportar ou aturar com indulgência: tolerar calúnias. ≃ aguentar, aturar, consentir ≠ impedir, proibir
          (2) Não impedir, permitir tacitamente: tolerar injustiças podendo remediá-las.
          (3) Assimilar: tolerar uma medicina.

          No Priberam online:

          1. Sofrer o que não deveríamos permitir ou o que não nos atrevemos a impedir.
          2. Consentir; permitir; deixar passar.

          Não vejo o sentido de “respeito mútuo”. O objeto direto de “tolerar” é sempre algo desagradável.

          A respeito da AELG. A AELG são os seus membros. Muito maioritariamente, optaram por essa visão da língua que me exclui: decerto uma “eleição sociopolítica” (portanto, politicamente científica, assim é a “ciência”) que deu vantagens a algumas pessoas a custo de marginar (ou “tolerar”) outras. E foi assim durante décadas. É a dinâmica dos campos (literário, neste caso) criados em articulação com as instituições para apanhar parte do pastel. A Galiza não reinventou nada neste sentido. Mas que não nos vendam a moto agora.

          Tu sentes-te bem na AELG? Alegro-me. Eu já fui membro, acho, lá por 1984, se não lembro mal. Fomos a Catalunha num Galeusca, conviviei em mútua tolerância com importantes escritores/as (Ferrín e Txillardegi não deixavam de dizer: que fique claro que eu estou num encontro in-ter-na-cio-nal 😉 ; Pilar Rahola falava-me da sua “última novela”, como se eu tivesse que conhecer as anteriores 😉 😉 ). Mas eu ainda não che era lusista: era-che um estudantinho que escrevera alguma cousa em mínimos, tipo rebelde. E a Norma Vixente era tão recente que muitas cousas careciam de nome, e para mencioná-las havia que apontá-las com o dedo.

          Poucos anos depois, sem que eu ofendesse ninguém nem com insultos nem com impropérios, simplesmente porque me deu por começar a escrever em norma AGAL, começaram as reações, as distâncias, as invisibilizações, as ofensas… Poderia recolhê-las todas, todas as parvadas que disseram. A essa gente (todas na AELG, o único sindicato de escritores/as da Galiza; a Associação Galega de Escritores que criastes e criamos um dia não foi adiante, lembras?) molestava-lhe profundamente a nossa existência, não nos enganemos. E tiveram que inventar, e mentir, e ignorar, e fazer o vazio, só para ir construindo o seu invento. Isso foi e é a AELG, e as editoras, e a RAG, e o professorado de galego, e as associações culturais… Foram e são as suas gentes, a imensa maioria das quais nunca retificaram, nem sequer pensaram que fizeram algo errado, nem para o país, nem para xs seus companheiros/as.

          Como vês, eu gozo com este conflito e alimento-o propositadamente, como sugeres. A Lusofonia para a Galiza e para as letras não é nem “oportunidade” nem farrapo de gaita pinchada num pau. Tudo isso é totalmente irrelevante para compreender a aberração da história cultural recente deste país. Aqui houvo uma prática estalinista generalizada contra o reintegracionismo, e ponto.

          Mas esse jogo acabou, meu. É absurdo pretender que esse agora débil campo não é o que, estruturalmente, foi e é. A AELG é à literatura como a MNL é à língua, e com isso acho que fica dito tudo.

          • Ernesto V. Souza

            Pois eu neste caso e depois de ler o que diz Alfredo, o que vejo é que mais uima vez, o pícaro de X. Alcalá, aproveitou-se do trabalho doutros, para fazer-se ver e de algo inexistente vender uma moto – seguramente por uma aproximação, obedecendo a interesses pro domo sua, que a rata é grande e das primeiras de sempre em saber colocar-se a favor do vento por se muda… e a AELG continua onde estava, institucionalmente enquadrada, com o peso da política de sempre interferindo… e também com alguma gente boa e com boas intenções dentro trabalhando por consensos tolerâncias e pelo reintegracionismo.

          • Alfredo Ferreiro

            Há muito mais, e também no Alcalá, que merece a pena ser atendido, se algum interesse temos em sermos positivos de modo a aproveitar as oportunidades que estes tempos convulsos nos brindam. Mas desta volta já estou canso de apelar ao perigo das conclusões precipitadas. Para quem não quer pôr ouvidos ou já definitivamente não deseja mudar suas atitudes decadentistas, não há nada a fazer, por enquanto. Abraço fraterno.

          • Ernesto V. Souza

            Abraço

          • Celso Alvarez Cáccamo

            Não sei a quem te referes. Não me dou por aludido por “não querer pôr ouvidos” nem “atitudes decadentistas”. Em qualquer caso, tu mesmo dizes que a grande maioria da AELG não é como parece apresentá-la o cabeçalho desta informação.

            Eu acho que alguns pequenos desenvolvimentos sociais recentes em torno da escrita nos estão cegando face à “global picture”. Não temos 20 anos mais de língua para ir mudando cousinhas cá e lá. A gente (eu, polo menos) reage a um certo maximalismo de certas análises quanto ao itinerário atual da língua na lusofonia. Reitero que me interessam pouco as mudanças de posição de gente que passou anos de mutismo e conivência.

            Abraço também.

          • Alfredo Ferreiro

            Celso, eu não te respondi mais porque falaste em termos de estalinismo e puseste o “ponto”, o que me pareceu um final necessário pola tua parte. Continuei a falar com o Ernesto porque entendi que suscitei em ti uma negatividade que nada de bom trazia para a conversa, e eu não pretendia incomodar mas falar em termos do que foi e não foi há dias uma estratégia da AELG ou só a opinião de um pequeno grupo de só[email protected]
            Tu pudeste ter uma má experiência como sócio com a presença de Ferrim ou outras pessoas, que em nada dirigem nem repressentam a Associação; se calhar para dirimir sobre o hipotético estalinismo da AELG podemos perguntar a António Gil, Carlos Garrido, Susana S. Arins, Carlos Quiroga, Isaac A. Estraviz, etc… que muita mais experiência têm do que eu como ativos reintegradionistas associados.
            E a respeito da importância das “mudanças de posição de gente”, que tu desprezas, pode haver algo mais relevante para os propósitos do reintegracionismo? Chegados a este ponto não podo partilhar a tua atitude, que respeito, porque outras atitudes fraternas e cordiais, como as que venho de encontrar na recente assembleia da AGAL (da que fago parte desde só há um ano), é que me parecem úteis.

          • Ernesto V. Souza

            Bom, por mim tudo ok, é apenas, que eu não sou partidário de trabalhar desde dentro, num espaço em que sou minoria… eu acho que já tenho perdido tempo de mais na minha vida… o pessoal já espabilará, ou não… até pode que tenham outros razão e não nós… mas tanto tem… há gente de sobra para todos os projetos e muitos, muitos projetos. É um grande momento.

            P.s. Sei, Alfredo, que tu estimas e consideras Alcalá, eu tenho uma outra opinião dele.

          • Celso Alvarez Cáccamo

            Alfredo, uns esclarecimentos, se não che parece mal:
            1) Eu não tivem uma má experiência de sócio na AELG, simplesmente porque a minha pertença a ela durou muito pouco, e estar associado a ela não me interessou. Na verdade, nem sei quanto tempo estivem afiliado. Quis dizer que algumas das mesmas pessoas muito cordiais da AELG de 1984, quando eu ainda não era demoníaco lusista, tiveram depois condutas desprezáveis comigo e com quaisquer reintegracionista que tinham diante.

            2) Não atribuo o estalinismo generalizado à AELG como tal, mas a todo o campo literário e intelectual dominante galego desde há 4 décadas, isto é, o articulado em torno da Norma Vixente. Mantenho a expressão.

            3) Não “desprezo” as mudanças de posição dalguma gente. Simplesmente, reitero que não é o que me interessa nem o que nos devia interessar, sobretudo se acompanhado de faramalha redentora. Há quem mude de norma por convencimento (ou pragmatismo!) e sem botar foguetes, e há quem, ao fazê-lo, esqueça que durante décadas houve dúzias de pessoas na sua situação de discriminação e invisibilização, mas esta situação só recebeu deles/delas o mais absoluto dos silêncios. Foi assim, ou, se estou errado, gostaria de conhecer evidência de que não foi assim.

            4) Por resumir: o acontecido no campo literário e intelectual galego em torno da Norma Vixente é a maior desfeita cultural sofrida jamais no país, que traiu a trajetória do chamado “galeguismo histórico”, e não porque este fosse mais lusista, mas porque era muitíssimo mais “tolerante” 😉 (até a editora Galaxia era) do que milhenta [email protected] oportunistas semi-analfabetos nascidos como fungos quando a direita espanholista linguicida começou a repartir pobres caramelos de papel em torno do fetiche de duas letras, criando inimigos (sim, inimigos, não só adversários ideológicos). Lembra-me o feito contra Bouza-Brey e Blanco Amor por mor da sua sexualidade: os mesmos mecanismos de exclusão e demonização, exceto que desta vez nas aras do pseudo-patriotismo Nacional (galego ou español?; ou ambos?) associado a uma Norma Vixente que havia que obedecer como autómatos zumbis.

            Portanto, meu, eu não quero esquecer esse catálogo de barbaridades ditas e feitas. Não me parece positivo fazê-lo.

            Ora bem, sobre o que deu origem a este fio, ficou-me clara (aqui e no teu artigo em Praza) a dimensão desse texto elaborado por um grupo de pessoas. Tudo bem. Mas a AELG é a AELG.

          • Alfredo Ferreiro

            Caro, nada tenho a sobre o ponto 1. Sobre o 2, creio que acusar de estalinismo generalizado “todo o campo literário e intelectual dominante galego desde há 4 décadas” é esagerado e injusto. Menos, é claro, quanto mais se sobe na hierarquia de esse domínio. Sobre o 3, estimo que toda faramalha é negativa, tanto a nova redentora quanto a constante na sua crucifixião; e não acho que alguém que agora chegue ao reintegracionismo tenha que fazer nenhuma penitência nem prova de sangue puro perante os sofridores de longo percorrido. Quanto à 4, concordo com a gravidade da imposição em muitas áreas, inclusive na Toponímia (como ressalta Alcalá), e na modernidade que queimou a tolerância tradicional do galeguismo. Nada entendo na última frase, depois do anterior. Cumprimentos

          • Celso Alvarez Cáccamo

            Caro, não sei quem está a pedir penitência nem prova de sangue puro nem nada. Está a pedir-se normal reconhecimento do erro histórico cometido por ter excluído sistematicamente companheiras/os de cultura (mas, claro, eram-no??), e ter sido extremamente coniventes com um poder linguicida que baseava grande parte do seu linguícidio em “neutralizar” (sic, Posición Soto da FPG) o reintegracionismo. Está a pedir-se a mesma camaradagem que tiveram entre si. A maior parte não o vão fazer.

            Sobre o estalinismo sistemático: é como tu dizes. Stalin era um, mas debaixo tinha stalininhos, ou a cousa não funcionava. Pois igual aqui. O campo dominante como tal funcionou em princípios estalinistas.

            A última frase é fácil: significa que o grosso da AELG é a AELG como tal, que foi conivente durante décadas com as editoras excludentes e com os organismos normadores e subsidiadores discriminadores, à margem de pequenas iniciativas (agora) de pequenos grupos de trabalho. Saúde.

          • Alfredo Ferreiro

            Celso, venha, meu, penitência não será mas exigir “normal reconhecimento do erro histórico cometido por ter excluído sistematicamente companheiras/os de cultura e ter sido coniventes com um poder linguicida que baseava grande parte do seu linguicídio em «neutralizar» o reintegracionismo” é polo menos um ato de contrição. Se leva menos tempo ir de joelhos à igreja de Pastoriça que repetir essa frase sem tomar ar no meio!
            Não devem obviar-se responsabilidades políticas sobre imposições de norma, nem tendo sido assumidas por maiorias, mas falar em termos de estalinismo… tu achas que é uma boa estratégia para preparar uma hipotética vitória? Ou simplesmente se trata de termos a razão em casa e para o nosso altar particular?
            Simplesmente, não vejo a vantagem de dizer assim que se tem e se teve razão, se o que se pretende é mudar o panorama de um país. Saúde também para ti e para [email protected]

          • Celso Alvarez Cáccamo

            Caro, mas, por que tens problema em chamar estalinistas práticas como as seguintes? (não digo que tudo me acontecesse a mim):
            – Autor(a) reintegracionista envia obra a prémio literário. Apesar da questão da norma não figurar nas bases, a obra é rejeitada.
            – Associação cultural reintegracionista solicita subsídio para atividades de promoção da cultura galega. Apesar da questão da norma não estar nas bases da convocatória, a associação nunca recebe subvenção.
            – Publicação reintegracionista idem.
            – Nenhum/a autor/a reintegracionista é convidado/a a participar em volume sobre o importante tema do futuro da língua; todas as pessoas convidadas são da mesma corda.
            – Autor/a reintegracionista é convidado/a a participar em volume sobre a língua com tema X (a normativa); ao ver que o que diz é anátema, a/o autor/a é retirado/a da publicação.
            – Autor/a reintegracionista não é convidado a volume coletivo por medo a que a Conselharia do Ramo não subsidiasse o volume se continha a letra ç.
            – Autor/a reintegracionista é convidado a volume; envia texto em grafia reintegrada; o texto é regrafado sem o seu consentimento.
            – Manifesto político da esquerda independentista enfatiza a necessidade de “neutralizar” o reintegracionismo.
            – Importante autor/a dentro das instituições manifesta posição reintegracionista e é imediatamente ignorado. Toda a sua produção é invisibilizada para a sociedade galega.
            – Autor/a nacional galego/a não pode escrever em português em publicação cultural galega; mas autor/a nacional portugues/a sim.
            – Autores/as e coletivos/as reintegracionistas são sistematicamente chamados de anti-galegos (“estrangeiros”), antipatriotas, elitistas.

            Etc. Foram, exatamente, práticas de purga ideológica, de nepotismo e de latrocínio grupal dos recursos públicos. Não de extermínio físico, como no estalinismo ou no maoísmo, mas sim de brutal discriminação ideológica, que excederam com muito os protocolos (burgueses, ao fim e ao cabo) tão bem explicados por Bourdieu para o controlo dos campos culturais (intelectual, técnico, científico, literário): controlo do objeto de capital específico, isto é, a língua (sim); estabelecimento do doxa (sim), mas também debate racional (que justificaria, precisamente, a legitimidade da opção dominante, quer linguística, quer normativa, quer estética), e portanto admissão dos jogos de substituição/subversão de elites.

            Perante este panorama, claro que é de exigir dessa elite mais do que uma reflexão pontual, tipo senhor Xxxxx Xxxxxxxx (diz-se só o pecado; o pecador não merece ser mencionado), de que “Bon, isto da norma non estivo de todo ben feito” . Claro que é exigível uma reflexão sobre o dano causado numa cultura galega assediada por Espanha, sobretudo quando o reintegracionismo, minoritário, não podia ter-lhes roubado todas as castanhas da noite para manhã. Poderia ter tocado um pouco a menos para eles/as, sim, mas teriam feito falta anos para ir consolidando (como está a acontecer) a visão galego-portuguesa da língua.

            Então, levar a “razão”, como dizes, para mim inclui denunciar essas práticas passadas, e não esquecer. Claro que o oficialismo deve uma explicação à sociedade galega, e ao (sub)campo reintegracionista no seu conjunto, pola sua parte de responsabilidade na desfeita, sem se escudar no fantasma da direita espanholista. Excluíram e continuam a excluir. Que lembrá-lo é “anti-estratégico”? Tantinho me tem, meu. A “vitória” não é termos/sermos “maioria”, nem sequer seria que todinha a sociedade galega escrevesse da noite para a manhã em português. A vitória, para mim, está na prática ética, não nos resultados.

          • Alfredo Ferreiro

            Levas muita razão nesses dados sobre a censura, mas incluir na acusação de estalinismo para qualquer pessoa que na altura pensou que a estratégia do oficialismo era capaz de veicular uma certa normalidade necessária, é para mim claramente excessivo, por não dizer doentio. Porque, não poderíamos ser tu, eu ou qualquer um acusados de estalinistas noutras questões, para além mesmo da língua? Decididos a falar em termos de estalinismo, é só o da língua o importante ou havemos de passar a limpo uma longa listagem de acusações cruzadas no dia do juízo? Eu não penso participar nessas atitudes, mas ao contrário tentarei desfrutar, se chegar a celebrá-lo, que a democracia e a sensatez social vão chegando à nossa velha cultura.

          • Celso Alvarez Cáccamo

            É evidente que não vamos concordar. É só de sentido comum interpretar que na minha crítica estou a aplicar uma lógica gradação de responsabilidades na desfeita. Falei do campo como estrutura de agentes com as suas posições respetivas, desde o cártel das principais editoras (Galaxerais) até ao pringadinho semi-analfabeto que publica (que lhe publicam, que é o significativo) um romance mal traduzido do castelhano porque a Xunta lhe compra(va) 300 exemplares para encher de falsas letras as bibliotecas.

            Nesse sentido das diversas responsabilidades, por exemplo, eu nunca te chamei a ti estalinista por teres aceitado e praticado (também) o modelo galego-RAG. Polo contrário, tu sim que me chamas “doentio” 😉 (patológico) por manter o qualificativo de estalinismo (ou fascismo, preferes?) para o método de funcionamento do campo.

            Sim, concordo, a língua (e a “cultura”) é muito pouco importante. Precisamente por isso é patético como algumas pessoas fizeram da sua posição no campo da língua e da literatura uma metonímia do perfeito (=burguês) sucesso social, exatamente como novos-ricos que tivessem topado um chafariz de petróleo no jardim.

            Reajo contra tudo isso, meu. A sério que nesta altura do jogo as declarações, acordos, manifestos, etc., dizem-me muito pouco.

            Saúde.

            PS: Com licença, julgo impossível que a “democracia” possa chegar a um dado campo (o cultural) dentro duma ordem social não democrática. Não é só uma questão de “democracia”, é muito mais, é uma lógica de relações entre o material e o imaterial, o simbólico. E mesma lógica => mesmos resultados.

          • Alfredo Ferreiro

            Com certeza, a mim parece-me pouco saudável socialmente, porque um exagero tamanho, chamar de estalinista (ou fascista) quem assume a norma ILG e adire à AELG sem preocupação polas censuras sofridas por quem não seguir o mesmo caminho. E também acho pouco respeitoso tratar quem publicou um ou vários livrinhos como sendo um “pringadinho semi-analfabeto que publica (que lhe publicam, que é o
            significativo) um romance mal traduzido do castelhano porque a Xunta
            lhe compra(va) 300 exemplares para encher de falsas letras as
            bibliotecas”. Eu não queria uma valorização tão rija para mim, com certeza, e mesmo me dói embora não tenha necessidade de traduzir do castelhano (do resto não vou falar).
            Nunca dixem a língua ser pouco importante, dixem há muitos espaços para colaborar com atitudes e sistemas qualificáveis de fascistas, para além do da política linguística, e creio que nem tu nem eu estaríamos livres de acusação dalgum ponto de vista, não achas?
            Concordo com a necessidade da democracia para o desenvolvimento cultural, mas também estimo que palavras tão duras como as tuas, a direita e a esquerda, em cima e em baixo, não deixam ver para que mundo democrático ideal estás a batalhar. Porque é doentio, no meu entender, dar a entender que toda a discussão neste âmbito deve nos levar ao estalinismo, o fascismo ou a outros insultos dedicados tanto a quem dirigiu a política cultural quanto a quem um dia chegou e encontrou um sistema para publicar um ou vários livros. Doentio, digo, sim senhor, porque gostava que as melhores mentes do país trabalhassem com perspetivas terapêuticas, construtivas e fraternais. Uma necessidade minha, se calhar, também doentia.
            Em fim, Celso, reagir é bom, mas não é suficiente; no modo de fazê-lo está muita substância, quer dizer, a profunda intenção que transmitimos ao pessoal.

          • Celso Alvarez Cáccamo

            Alfredo, deixa-me dizer só isto. Eu lia muito (agora não). Eu comecei a deixar obras sem acabar, e que materialmente os livros me caíssem das mãos (ou seja, a mussitar com incredulidade “Não pode ser, não pode ser”) com a literatura galega, a minha. E não com a literatura dos nossos devanceiros da pós-guerra castelhano-falantes que inventavam palavras, mas com quem encontrou no monstroso subsídio da Xunta durante anos uma maneira de publicar lixo a custo do dinheiro público. Existirá isso noutras literaturas? Nem sei. Mas esses livros de lixo não estarão nas mesmas editoras nem nos mesmos andéis do que os equivalentes à qualidade de Ferreiro ou Manoel Antonio.

            Ora, uma breve definição do fascismo, por se ainda range o termo. O fascismo carateriza-se não só pola repressão (que foi patente contra o lusismo), mas polo corporativismo de classe, a atmosfera de denúncia constante (poderia aduzir casos, lembras a revista Gralha, acho que se chamava?) e, sobretudo, pola arbitrariedade na aplicação de todo o anterior. Isto é, alguns salvam-se, outros não, e nunca se sabe bem por que (talvez por uma aplicação muito “latina” — e atlântica — do famulismo, enquanto o estalinismo ou o maoismo são capazes de matar até o irmão). Por isso, talvez, cada um/a fala da feira asseghum lhe foi.

            Não che é insulto meu, não: caraterizo as práticas que houvo, fagamos a soma: autoritarismo + repressão + dogmatismo + cleptocracia + purga + corporativismo + nacionalismo + messianismo = ? o que che sai a ti? 😉 , A mim, sistemicamente, sai-me fascismo ou estalinismo (são matizes).

            Mas, bom, significa isto “[email protected] @s [email protected] RAG Foram e São Uns/mas Fascistas”. Please!, não, meu. Significa que o campo cultural, literário e intelectual galego, como tal campo, surgiu e nutriu-se de práticas ditatoriais herdadas do fascismo com ingredientes ideológicos pseudo-marxistas, perpetradas por indivíduos muitos deles mal-educados sob Franco e com menos cultura democrática que um klingon ou uma lesma.

            E como não ponho nomes, quem se sinta aludido/a, que se rasque.

            De resto, eu sim que penso que a língua é muito pouco importante. Mas seria outro tema.

            Saúde, sempre.

          • Alfredo Ferreiro

            Bom, eu respeito os teus parâmetros para qualificares as atitudes fascistas, embora me pareças rijo de mais. O amigo é que sabe.
            Quanto à qualidade literária de antes e de agora, creio que a qualidade de Manuel António e Ferreiro não foi muito acompanhada na altura. Nem todas as épocas oferecem plumas inspiradas, e na mais recente influem circunstâncias novas: instalação do galego no ensino, nascimento de [email protected] a partir de [email protected], criação de uma indústria editorial com um modelo de negócio baseada no número de títulos, ausência de uma tradição literária não espanhola, etc. Agora a cousa cai, e de novo tudo tem de mudar. O que gostava era tirarmos juntos proveito da mudança, melhor que atirar-nos pedras a causa de infinitas e incómodas alusões.
            Abraço fraterno.