AS AULAS NO CINEMA

AMBEDKAR, O GRANDE REFORMADOR SOCIAL INDIANO

(Vários documentários)



Cada 15 de agosto celebra-se todos os anos o “Dia da Independência da Índia”, e a 19 o “Dia Mundial da Ação Humanitária”. Dentro da série que estou a dedicar a grandes vultos da humanidade, para que os conheçam todos os escolares, acho que Ambedkar é o mais indicado para lembrar estas jornadas comemorativas. O depoimento que a ele dedico faz o nº 61 da série que iniciei com Sócrates.

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De nome completo Bhimrao Ramji Ambedkar, em idioma marati, nasceu a 14 de abril de 1891 em Mhow (Madhya Pradesh), e faleceu em Nova Deli o dia 6 de dezembro de 1956. Popularmente conhecido como Babasaheb, foi um nacionalista, jurista, economista, político e reformador social Indiano que inspirou o renascimento Budista na Índia. Sua campanha política combatia a discriminação social contra os Dalits (párias ou intocáveis) mulheres e trabalhadores. Foi o primeiro Ministro da Justiça da Índia e um dos principais arquitetos da Constituição da Índia. Foi um estudante prolífico, tendo-se graduado em Direito e tendo vários doutorados da Universidade de Colúmbia e London School of Economics, e ganhou reputação de estudioso por sua pesquisa em direito, economia e ciência política. No início de sua carreira, trabalhou como economista, professor e advogado. Mais tarde sua vida foi marcada por suas atividades políticas, quando se envolveu nas negociações pela independência da Índia e fez campanha publicando jornais advogando por direitos políticos e liberdade social para os Dalits, tendo contribuído muito para o estabelecimento do Estado da Índia. Converteu-se ao Budismo em 1956, e assim iniciou conversões em massa de Dalits. Em 1990 foi-lhe conferido o Bharat Ratna, o mais importante prêmio civil da Índia. O legado de Ambedkar rendeu-lhe numerosas homenagens e retratações na cultura popular.

Ambedkar nasceu na cidade de Mhow nas Províncias Centrais (atual Madhya Pradesh). Ele foi o décimo quarto e último filho de Ramji Maloji Sakpal, um militar, e Bhimabai Murbadkar Sakpal. Sua família era da etnia marata da cidade de Ambavade, do distrito de Ratnagiri, atual Maharashtra. Ambedkar nasceu na casta Dalit, e por isso era tratado como pária e foi sujeito a discriminação socioeconómica. Os seus antepassados tinham uma tradição de emprego na Companhia das Índias Orientais, e seu pai serviu no Exército da Índia Britânica. Este precisou usar sua posição no exército para conseguir que seu filho estudasse na escola do governo, pois enfrentavam resistência devido à sua casta, ou melhor dito, ser uma pessoa sem casta. Apesar de ter conseguido ingresso na escola, Ambedkar e outros intocáveis eram segregados e tinham pouco amparo dos professores. Não lhes era permitido sentar dentro de classe. Eles sequer podiam tocar na água ou em um recipiente que a contivesse. Era necessário que alguém de uma casta deixasse água jorrar para que eles bebessem. Muitas vezes quem fazia isto (um serviçal da escola) estava indisponível, e assim Ambedkar tinha que ficar sem água. Ele nem mesmo podia sentar no chão, devia levar consigo um saco para sentar-se.

Ramji Sakpal aposentou-se em 1894 e sua família mudou-se para Satara dous anos depois. Após a mudança, a mãe de Ambedkar morreu. As crianças passaram aos cuidados de sua tia paterna, que vivia em circunstâncias difíceis. Só 5 filhos sobreviveriam estas condições. Dos que sobreviveram, só Ambedkar conseguiu a graduação do ensino médio. Seu sobrenome original era Ambavadekar, da vila em que nasceu no Distrito de Ratnagiri. Seu professor Brâmane, Mahadev Ambedkar, que gostava muito dele, mudou seu nome de Ambavadekar para Ambedkar nos registros escolares.

O PRIMEIRO INTOCÁVEL INDIANO A FAZER ESTUDOS SUPERIORES:

Em 1897, a família de Ambedkar mudou-se para Mumbai, onde se tornou o único intocável matriculado na Elphinstone High School. Em 1906, casou-se com uma menina de 9 anos, Ramabai. O casamento foi arranjado. Em 1907, foi aprovado no seu exame de matrícula e no ano seguinte ingressou no Elphinstone College, afiliado à Universidade de Mumbai, tornando-se o primeiro intocável a fazê-lo. Tal sucesso provocou celebrações em sua comunidade. Após uma cerimônia pública, ele foi apresentado com a biografia do Buddha por Dada Kaluskar, o autor e amigo da família.

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    Em 1912, obteve sua graduação em economia e ciência política pela Universidade de Mumbai, e se preparou para ter emprego no governo do estado de Baroda. Sua esposa, com então 15 anos, tinha acabado de mudar e começado a trabalhar, quando Ambedkar precisou retornar a Mumbai para visitar seu pai doente, que morreu no dia 2 de Fevereiro de 1913. Em este ano mudou-se para os EUA. Ganhou uma bolsa pelo Estado de Baroda no valor de 11.50 libras esterlinas por mês durante três anos, sob um esquema estabelecido pelo governo que visava providenciar oportunidades para pós-graduação na Universidade de Columbia em Nova Iorque. Ele conseguiu seu diploma de mestrado em Junho de 1915, na área de Economia, com Sociologia, História, Filosofia e Antropologia como outros campos que estudou. Ele apresentou a dissertação: Ancient Indian Commerce (Comércio na Antiguidade da Índia).

Em 1916 Ambedkar completou sua segunda tese, National Dividend of India – A Historic and Analytical Study (Dividendo da Índia – Um Estudo Histórico e Analítico). Recebeu seu doutorado em 1927, após já ter saído de Londres e estar na Índia. Escreveu um artigo sobre as castas na Índia, e o apresentou ao antropologista Alexander Goldenweiser. Em Outubro de 1916 Ambedkar inscreveu-se no curso para formar advogados em Gray’s Inn, enquanto ingressava na Faculdade de Economia de Londres, onde começou a trabalhar em uma tese de doutoramento. Mas em Junho de 1917 ele foi obrigado a voltar para a Índia, devido à expiração de sua bolsa de estudos de Baroda. Foi-lhe concedida permissão para voltar a Londres e submeter sua tese em 4 anos. Esta era sobre a Rupia indiana. Voltou para completar seus estudos assim que lhe foi cedida a oportunidade. Na mesma faculdade conseguiu outro mestrado em Economia, e ainda foi considerado apto a advogar em Gray’s Inn. Foram-lhe conferidos ainda outros dous doutorados Honoris causa (Ll.D, Columbia, 1952 e Ll.D., Osmania, 1953).

FICHAS TÉCNICAS DOS DOCUMENTÁRIOS:

  1. Dr. Bhimrao Ambedkar. Entrevista.

     Duração: 18 minutos. Ano 1955.

Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=TNAdYLbGLKY

  1. Vida do Dr. Babasaheb Ambedkar.

     Duração: 74 minutos.

Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=uRbmGJrkbYs

  1. Especial carácter do Dr. B. R. Ambedkar.

     Duração: 25 minutos.

Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=xVpRtkeggp4

  1. Dr. B. R. Ambedkar. Factos e história.

     Duração: 4 minutos. Idioma: Hindi.

  1. Dr. B. R. Ambedkar: Grande humanista de todos os tempos.

     Duração: 19 minutos.

Ver em: https://www.youtube.com/watch?v=aZMLANBbiRc

 

    COMBATE AO SISTEMA DE CASTAS: 

    Ambedkar teve que servir ao estado de Baroda devido à bolsa de estudos que lhe foi dada. Encontrou muitas dificuldades, as quais descreveu em sua biografia. Trabalhou como professor particular, contabilista, e estabeleceu um negócio de consultoria de investimentos, mas tudo falhava quando seus clientes descobriam que era um intocável. Em 1918 tornou-se professor de Economia Política na Universidade de Comércio e Economia de Sydenham em Mumbai. Ele era bem visto pelos alunos, porém outros professores faziam objeções ao fato de ele beber do mesmo recipiente que eles. Ele foi convidado a prestar declarações no Comitê de Southborough, cuja finalidade era coletar opiniões e dados para o Ato do Governo da Índia de 1919, que visava aumentar a participação dos indianos no governo de seu país, ainda Colônia Britânica. Na ouvidoria, Ambedkar sugeriu o estabelecimento de eleitorados separados e cotas para indivíduos de castas excluídas e minorias religiosas ou sociais, ideias que ele levaria adiante ao participar da formulação da Constituição da recém independente Índia.

Ambedkar trabalhou na área do direito. Em 1926 ele defendeu, com sucesso, três líderes políticos não Brâmanes que acusaram a comunidade Brâmane de arruinar a Índia e que por isso tinham sido processados. Foi considerada uma vitória histórica, tanto para os clientes quando para o doutor.

Enquanto advogava na Corte de Mumbai, Ambedkar tentava elevar a situação social dos intocáveis e dar-lhes educação. Sua primeira tentativa organizada de fazê-lo foi com a criação da Bahishkrit Hitakarini Sabha, uma instituição política que visa providenciar ensino e melhorias socioeconômicas, além de bem estar, aos intocáveis (está em atividade até hoje). Para proteger seus direitos ele ainda criou e publicou muitos jornais, como Like Mook Nayak, Bahishkrit Bharat, e Equality Janta.

Ele foi selecionado ao Comitê de Presidência de Mumbai para trabalhar com a Comissão de Simon formada por europeus em 1925 (o objetivo de tal comissão era propor reformas políticas para a Índia). Devido à falta de representatividade de indianos na comissão, esta foi um fracasso e provocou vários protestos. Foi aí, contudo, que Ambedkar começou a estabelecer diretrizes para a futura Constituição da Índia.

A partir de 1927 Ambedkar organizou movimentos ativos contra a intocabilidade. Ele começou com passeatas públicas para a abertura e compartilhamento de fontes de água. Ele também reivindicou o direito de adentrar a templos Hindus. Liderou uma Satyagraha  (resistência não violenta) em Mahad (cidade localizada no estado de Maharashtra) o direito dos Dalits de usar a mesma fonte de água das outras comunidades. Numa conferência no final de 1927, condenou publicamente o clássico Hindu Manusmrti (Leis de Manu), por justificar o sistema discriminatório de castas e a intocabilidade, queimando cópias de tal texto. Em 25 de Dezembro de 1927, milhares de pessoas queimaram o Manusmrti sob liderança de Ambedkar.

Em 1930, Ambedkar inaugurou o Movimento do Templo Kalaram, para que os Dalits tivessem o direito de adentrar ao templo. Era um movimento não-violento para o qual se preparara durante 3 meses. Perto de 15 mil voluntários se reuniram na satyagraha do Templo Kalaram, fazendo dela uma das maiores processões da cidade de Nashik (também no estado de Maharashtra). A processão era guiada por uma banda militar, um agrupamento de batedores, e mulheres e homens que caminhavam organizadamente, para ver as estátuas dos deuses do Templo Kalaram pela primeira vez. Quando chegaram aos portões, estes haviam sido fechados por autoridades brâmanes. O movimento buscava dignidade e autorrespeito.

Em 1932, os britânicos anunciaram a formação de eleitorados separados para as “Classes Deprimidas” no “Prêmio Comunal”. Gandhi se opôs á proposta, temendo uma fragmentação da comunidade Hindu em dous grupos. Gandhi protestou fazendo greve de fame enquanto estava aprisionado na Cadeia Central Yerwada de Poona. Após o jejum, congressistas e ativistas como Madan Mohan Malaviya e Palwankar Baloo, assinaram o “Pacto de Poona”.

OS DALITS OU INTOCÁVEIS NA SOCIEDADE INDIANA:

    A sociedade indiana é muito diversa em etnias, culturas, idiomas e religiões. Porém, a religião maioritária (e milenar) é o hinduísmo, que contempla uma estrutura social bastante rígida em quatro castas bem diferenciadas, que desgraçadamente os colonizadores britânicos ajudaram a manter e fortalecer, ainda que poderiam tê-las limitado se tivessem querido. A primeira casta, a dos letrados, é a dos Brâmanes, dentro da qual se encontram os sacerdotes hinduístas (só valem os cultos por eles dirigidos, pois conhecem o sânscrito e as orações correspondentes) e a maioria dos docentes, ainda que depois da independência, contemplado na Constituição, há docentes de outras castas e mesmo sem casta também. A segunda casta é a dos xátrias, que é a dos militares, e os postos mais importantes do exército estão sempre ocupados por pessoas desta casta, ainda que, como o exército indiano é muito grande, também haja militares de outras castas e sem casta. Tudo porque a Constituição indiana não contempla a divisão em castas, e não figuram estas na mesma. A terceira casta é a dos Vaixás, integrada pelos comerciantes, os agricultores e os criadores de gado, muitos dos quais no momento atual possuem bastante poder económico e favorecem a existência de uma classe média muito forte e numerosa. A quarta e última casta é a dos Sudras, a que pertencem todos aqueles que trabalham nos seus ofícios com as mãos: oleiros, canteiros, pedreiros, carpinteiros, ferreiros, etc., que vivem do que fazem e vendem os seus produtos, que não estão em crise de vendas, como acontece em Ocidente. Depois estão os sem casta, que não a possuem, algo assim como 20 % da população. Que são os marginados socialmente e fazem os trabalhos que não realizam jamais os de casta (lavar, esfregar, limpar, recolher o lixo, etc.). Nunca se deve dizer “os de castas baixas”, pois simplesmente deve assinalar-se que não possuem casta. Porém, na Constituição indiana são chamados “Adivasis”, reservando para eles postos de funcionários, como uma discriminação positiva ao seu favor, que no seu dia criou muitos problemas, pois os de casta protestavam por isto, ao não querer perder seus privilégios. Segundo a zona geográfica, os cidadãos sem casta recebem diferentes nomes: dalits, intocáveis, párias e Gandhi chamou-lhes “Harijans”, que significa “Filhos de Deus”. O próprio Gandhi, que pertencia à terceira casta, luitou contra a sua discriminação e pediu sempre para eles ajuda, embora fosse Ambedkar o que mais os defendeu e logrou introduzir na Constituição uma boa consideração para eles, ainda que depois vão ser os governos indianos que mais ou menos claramente levem este tratamento à prática diária. Se o governo é laico (a Constituição é claramente laica) tudo funciona melhor no grande país que é a Índia. O atual governo, tristemente, posto pelos EUA, é hinduísta e está a criar muitos problemas, conculcando diariamente a Constituição indiana, provocando numerosos enfrentamentos comunais e religiosos, em alguns territórios.

O termo dalit foi utilizado pela primeira vez em finais do século XIX pelo ativista Jyotirao Phule para designar o que, no sistema hindu das castas são designados como “sudras”, grupo formado por trabalhadores braçais, considerados pelos escritos bramânicos, sobretudo o Manava Dharmashastra, como “intocáveis” e impuros. O termo deriva de uma palavra em sânscrito que significa tanto “chão” quanto “feito aos pedaços”. Desse modo, conota que a condição dos “dalits” é de oprimido e, portanto, não podem reverter essa situação. O termo, assim, é considerado preferível, pelos ativistas e intelectuais dalits, ao mais pejorativo de “intocáveis”. Tal como comentamos antes, uma das mais relevantes personalidades Dalits do século XX foi o Dr. Ambedkar, jurista e primeiro ministro da Justiça da Índia livre. Boa parte da resistência dos Dalits no século XX advém de sua herança intelectual. Dentre os instrumentos constitucionais que a ele são devidos, consta a liberdade religiosa e proibição da intocabilidade, embora, na prática, muito preconceito ainda esteja vigente, mesmo nos dias de hoje.

Gandhi foi um grande crítico da exclusão dos Dalits e os definiu como harijans, filhos de Deus. Suas críticas, porém, foram consideradas insuficientes por Ambedkar, por considerá-las de teor paternalista e, dessa forma, depreciativa quanto à liberdade e respeito em relação aos Dalits. Tal impasse gerou inúmeros conflitos entre as duas grandes personalidades da independência indiana, incluindo uma greve de fame por parte de Gandhi, que não aceitava a destinação diferenciada de vagas nas universidades aos dalits, naquilo que é considerada uma das primeiras ações afirmativas em todo o mundo, proposta por Ambedkar. A partir das propostas desse último, a Constituição de 1947 não apenas proibiu a discriminação por castas, como instituiu leis específicas para promoções afirmativas e o acesso à educação e a postos de trabalho melhor remunerados. Hoje em dia o sistema de castas da Índia está proibido, embora subsistam diferenciações em situações religiosas. Socialmente, pessoas de origem dalit podem alcançar lugares de destaque na sociedade. Em 1997, a Índia elegeu a K. R. Narayanan, de origem dalit, como presidente da Índia.

    TEMAS PARA REFLETIR E REALIZAR:

Vemos os documentários citados antes, e depois desenvolvemos um Cinema-fórum, para analisar a forma (linguagem fílmica) e o fundo (conteúdos e mensagem) dos mesmos, assim como os seus conteúdos.

Organizamos nos nossos estabelecimentos de ensino uma amostra-exposição monográfica dedicada a Ambedkar, a sua vida, a sua obra, as suas ideias, o seu pensamento e a sua luita a favor dos cidadãos indianos sem casta. Na mesma, ademais de trabalhos variados dos escolares, incluiremos desenhos, fotos, murais, frases, textos, lendas, livros e monografias. A citada amostra há de incluir também uma secção especial dedicada à divisão social hindu das castas e os párias ou sem casta.

Desenvolveremos um Livro-fórum em que participem todos os escolares e docentes. O livro mais adequado para ler é o intitulado Os Indianos, escrito por Florência Costa, editado no Brasil pela Editora Contexto em 2012. Existe edição em formato eBook (Kindle).

José Paz Rodrigues

É Professor de EGB em excedência, licenciado em Pedagogia e graduado pela Universidade Complutense de Madrid. Conseguiu o Doutoramento na UNED com a Tese Tagore, pioneiro da nova educação. Foi professor na Faculdade de Educação de Ourense (Universidade de Vigo); professor-tutor de Pedagogia e Didática no Centro Associado da UNED de Ponte Vedra desde o curso 1973-74 até à atualidade; subdiretor e mais tarde diretor da Escola Normal de Ourense. Levou adiante um amplíssimo leque de atividades educativas e de renovação pedagógica. Tem publicado inúmeros artigos sobre temas educativos e Tagore nas revistas O Ensino, Nós, Cadernos do Povo, Vida Escolar, Comunidad Educativa, Padres y Maestros, BILE, Agália, Temas de O ensino, The Visva Bharati Quarterly, Jignasa (em bengali)... Artigos sobre tema cultural, nomeadamente sobre a Índia, no Portal Galego da Língua, A Nosa Terra, La Región, El Correo Gallego, A Peneira, Semanário Minho, Faro de Vigo, Teima, Tempos Novos, Bisbarra, Ourense... Unidades didáticas sobre Os magustos, Os Direitos Humanos, A Paz, O Entroido, As árvores, Os Maios, A Mulher, O Meio ambiente; Rodrigues Lapa, Celso Emílio Ferreiro, Carvalho Calero, São Bernardo e o Cister em Ourense, em condição de coordenador do Seminário Permanente de Desenho Curricular dos MRPs ASPGP e APJEGP.

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